sábado, 22 de dezembro de 2012

Mente sã e coração feliz.


Coração limpo, mente na música que está sendo tocada, corpo quente (cheio de fogo).
Mente sã, alma doce e coração só. 
Fogo em forma de corpo, fogo no lugar do coração, fogo que sai da mente pras palavras.
Música que faz o corpo dançar, música que relaxa a mente, música que acalenta a alma.


Corpo meu, livre. Corpo pegado, beijado.
Mente limpa,  solta. Mente liberta, anti-preconceitos. 

Coração quieto, calmo. Coração feliz, de todos.
Alma linda, maiúscula. Alma do corpo, da mente e do coração.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Esperteza e natureza.


        Um cara fofo por esperteza e cafajeste por natureza. Sabe o que falar, na hora que tem que falar. Sabe existir e estar ali no momento necessário. Não sabe o motivo do seu choro, nem da sua mágoa, mas sabe te confortar. Sabe estar ao seu lado mesmo a quilômetros de distância. Sabe ser especial, sabe fazer-te especial, sabe falar coisas especiais. Sabe ser fofo nos momentos certos e ser safado em outros. Sabe ser ele e é por isso que quero ele. Mas dessa vez é diferente. Tento não me apegar emocionalmente, por mais apegada que eu seja a ele. Tento não gostar, não amá-lo, mesmo já amando-o como se não houvesse amanhã. O fato é que já sofremos muito, os dois. Já sentimos dores que não pretendemos sentir tão cedo. Já compartilhamos em outros carnavais sabores e dissabores, e os dissabores ainda deixam um amargo na garganta. 

         O lance é um, e só ele importa: eu quero ele, ele me quer, e assim será. Um misto de desejo, carência, admiração, amizade e curiosidade. E depois deixa que o futuro cuida, porque com toda a fofura dele, tenho certeza que cuidará muito bem de mim enquanto eu tiver em seus braços. 

sábado, 15 de setembro de 2012

Fotoverdade!

Definitivamente essa é a imagem mais inteligente que já vi nos últimos meses. 

domingo, 2 de setembro de 2012

Apenas a mordida, a dor.

Em meio a sorrisos e músicas ela estava sozinha. Pela rua, preferia sua bolha: Celular nas mãos, fones nos ouvidos e um abraço na solidão de cada uma das canções tocadas pelo Media player. Em casa, já não via graça em suas contas e mais contas no facebook. Seu amigo dos sms's sumiu. Para livros não lhe sobrou paciência. Para os pais... o silêncio. Só se via razoavelmente contente com um filme que tivesse o amor mais clichê e inexistente do mundo ou com suas músicas aleatórias.  Afinal, melhor ouvir Pitty, Maria Rita e Cazuza a ouvir que está gorda, gorda e gorda. Pizza ela já não come em casa. Na verdade, tem preferido comer quentinha no trabalho. Ah, o trabalho virou salvação, refúgio. Ao menos lá não tem quem a mande tomar no cu diariamente. Mas e na hora de dormir? Um terror. Ou choro, ou lamentações, ou vontade de matar e morrer. E ao acordar, todos os dias, ela só quer "a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida". E aí falta-lhe o amor, a tranquilidade, e o sabor da fruta. Fica a mordida, a dor. 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Coração diz: Adeus, agosto.

Agosto está indo embora e espero que com ele toda essa dor e esse aperto. Até sorri e fui feliz em alguns momentos, mas na maioria deles senti-me apertadinho, sem valor. Parecia que as pessoas a minha volta não me notavam ali. Gostam de brincar comigo, enxergam em mim um nariz de palhaço, apenas pela semelhança  na coloração. Minha dona grita, esperneia, chora que nem uma depressiva e esquece que eu existo. Não cuida de mim em nada. Sabe, acho que estou mesmo é carente. As vezes fico meio sem ar, as vezes rio de mim mesmo por bater mais forte por cada pessoa.. Os olhos, nada meu amigo, vê e lê cada coisa falsa e não me diz que é falsidade. Aquele lá gosta de me ver feliz e derrotado momentos depois.. Aí as mãos acariciam locais, boca beija outra boca, e o resto do corpo sente aquilo que humanos chamam de prazer. Eu a disparar, canso-me. Depois noto que de nada valeu, que o corpo foi usado. Usado. Que maldade usar o corpo e esquecer do pobre coração que só sabe sentir. Eu queria morar em um gatinho, um cão. Imagino que eles sejam menos complicados que esses tais humanos. 

domingo, 29 de julho de 2012

Ela queria o sol.

Lágrimas eram bombeadas no lugar do sangue. Lágrimas no natal, lágrimas no ano novo, lágrimas no carnaval, e lágrimas em dias comuns. Sangue não havia mais. O coração da pobre menina só fazia chorar por meses e meses. Eis que ela decidiu, pela milésima vez, que não se importaria mais. Só esqueceu de avisar para o maior interessado: o coração, que insistia em bater por ele, em chorar por ele, em viver por ele. No fundo, ele, o coração, sempre achou que ele, o indivíduo, fosse voltar a escostar-se nele, para que ele tivesse novamente uma companhia. O coração da menina queria um coração colado à ele, queria pulsar aceleradamente e lentamente, mas na sintonia do outro. Ele queria pulsar ao ouvir a voz da pessoa pelo telefone, ele queria saltar ao ver o outro coração. Mistérios sobre ver, tocar e ouvir que só corações são capazes de desvendar. Mas a menina se recusava a companhia daquele, que na frase "Eu não quero te magoar" já foi o sujeito. E então a cada telefonema, o coração sentia-se como uma criança alegre dentro de um pula pula. Mas a menina, recusava-se a ter aquela sensação boa dentro de si. Não, você não me terá nunca mais! E era com esse pensamento que ela falava cerca de cinco minutos e desligava. Pobre coração. Triste coração. Solitário coração. Ele queria divertir-se mais, ele queria fazer o que sabe fazer melhor: dar o fôlego da vida para quem o possui. Entretanto, ele não conseguiria nunca. Essa vida, de chorar por quem quer outra pessoa, a sua dona não desejava mais. Ela queria um novo amor. Ou nenhum amor. Qual fosse menos dolorido. Qual desse pra ver o sol.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Um teclado, um dedo e um texto.

Um papel, uma caneta e um coração. Uma música, um fone e um sentimento. Uma bola, um gol e uma alegria. Um aluno, um "bom dia" e um sorriso. Uma aula, uma nota e uma decepção. Uma viagem, uma noite e uma vontade. Um celular, uma ligação e um nervoso. Uma roupa, uma falta e um ato. Um blog, um amor e um texto. Uma câmera, uma paisagem e uma liberdade. Um show, uma voz e uma recordação. Um enem, um sonho e uma realidade.  Um curso, uma profissão e uma realização. Uma data, uma lágrima e uma saudade. Um início, um meio e um fim. 

sábado, 21 de julho de 2012

Feliz dia do amigo, sem frescura.

Quando eu tinha 12 anos eu acreditava em amizade eterna. E foi assim até meus 14, quando vieram as primeiras decepções. Há pouquíssimo tempo eu acreditava que perdemos amigos ao longo dos anos, das fases da vida. Hoje sei que não tem que ser assim, será assim se quisermos. Os que importam, ficam. Sempre terá aquele amigo da festa, aquele amigo que é de casa, faz parte da família. Terá amigo que estuda com você pra prova, e terá amigo dizendo "que se foda, hoje tem festa". Terá aquele seu amigo da festa da facul, aquele que vai com você ao cinema e aquele que manda uma mensagem de feliz dia do amigo inesperadamente. Terá aquele 'amigo-peguete', o amigo que paga a conta, e o amigo que fará piadas nerds. Terá aquele amigo que é meio legal, meio viado, meio engraçado, mas completamente amigo. Terá amigo antipático, e amigo 'de boa'. Terá o amigo que dará o ombro, e terá amigo que curte rir da vergonha alheia. Hoje sei que não importa o tipo do amigo, em que situação ele te ajuda, se você ri ou chora ao lado dele. O que importa é que todos eles são necessários. Em níveis diferentes, talvez, mas todos são necessários, pois ninguém é feliz sozinho. Feliz dia do amigo a todos, pois todos tem amigos. Pode ser a mãe, o celular, o cachorro ou o dinheiro. Todos precisam de um amigo.

sábado, 14 de julho de 2012

Uma flor perfumada.

"Hoje meu sorriso tem razão de ser
Hoje nada me deixa triste, enfim.
Pois hoje eu saí, eu fui te ver
E voltei com seu perfume preso em mim. 
Não há no mundo outro perfume com tal poder
De fazer com que me sinta em um imenso jardim
Mas nesse jardim, a única flor é você
Que me faz sorrir que nem bobo assim. 
Hoje quis esquecer todo problema.
Hoje eu não quis resolver nenhum dilema
Que a gente sempre tem por demais 
Hoje só quis escrever um poema
E resolvi escolher como tema
A alegria que você me trás" (EDILSON, João)

Ela é puro êxtase.

Ela está no lugar certo, no ambiente que é pra ela. Ela ri, dança e grita. Ri, canta e bebe. Ela sorri, ri e dá gargalhadas que não permitem que outros durmam. Ela está onde sempre quis,  nos seus melhores sonhos e mais secretos desejos. Ela deveria ter vivido isso antes, teve a chance, mas um outro alguém a fez acreditar que não precisaria daquilo e que ele era dela. Pobre dela. Entretanto, agora ela aproveita. Limpa antes, limpa depois, gasta dinheiro, e não se importa. Ela quer é descobrir os podres dos outros, quer rir da vergonha alheia, e da própria também. Ela quer gargalhar sozinha só de lembrar das frases ditas, das atitudes tomadas, das danças desengonçadas. Ela quer tudo o que tiver. Um pouco de sexo, drogas e rock'n roll. Estando bem, que mal tem, não é mesmo? Esquecer o que passou, se divertir agora e pensar na festa futura. Ela está feliz assim. Ela está esforçando-se para ser feliz assim. E assim será.

sábado, 7 de julho de 2012

Falar de amor é mais.

Falar de amor é mais que recitar poemas de Andrade, ou cantarolar Marisa Monte. Falar de amor é mais que assistir a um romance mela cueca e postar no facebook que é lindo. Falar de amor é mais que dizer que ama no segundo encontro e falar em filhos no quinto. Para falar de amor é preciso, antes de tudo, sentir o amor. Sinta o amor pelo timbre da pessoa, pelo tom de voz, pelas palavras que ela usa. Sinta o amor no olhar, no brilho dele e pra sua direção. Sinta o amor pelo sorriso, pela espontaneidade da gargalhada, pelo fôlego. Falar de amor é notar o clima de uma pessoa com a outra, é fotografar dois idosos sentados juntos, namorando. Falar de amor é abraçar aquele amigo como se fosse o último abraço, é ansiar estar com uma pessoa, aquela pessoa. Falar de amor é falar do sonho que teve. Falar de amor é falar do sonho que tem de ser feliz ao lado do seu amor. Falar de amor é chorar e rir ao pensar em alguém, ao se despedir de alguém. Falar de amor é olhar no fundo dos olhos, reparar em cada detalhe da pele, passear pelo corpo da pessoa sem que o foco seja apenas o prazer, e sim, conhecer. Falar de amor é fazer com que aquela pessoa seja feliz. Falar de amor é desejar que duas pessoas sejam felizes, mesmo que não goste de uma delas. Falar de amor é desejar que duas pessoas sejam felizes, mesmo que queira ser uma delas. Falar de amor é esquecer cor, raça, credo. Falar de amor é lembrar de que o sangue que corre nas nossas veias é igual, que os nossos cérebros são iguais, que eu tenho tanta capacidade quanto o meu vizinho. Falar de amor é respirar fundo, piscar com serenidade e ir.  

terça-feira, 3 de julho de 2012

SAI DE MIM, PORRA!

Um telefonema. Uma suspeita. Um comunicado. Uma espera. Uma expectativa. Um aguarde. Uma ansiedade. Outro telefonema. Uma procura. Outro telefonema. Mais procura. Mais ansiedade. Pele esquentando. Olhos vermelhos. Lágrimas a cair. Respira, respira! Não chora amiga! Mensagens. A volta. Alarme falso. Pele fervendo. Tontura. Lerdeza. Moleza. Banheiro! Ar! Lágrimas desesperadas. Coração em desalinho. Por baixo da roupa: pele muito vermelha. Por quê? Por que, Deus? Banheiro. Sumir! Sumir é uma ótima ideia! Ele é um babaca! Não é justo! Respira, respira! Ouro Preto. Viagem. Noite boa. Noite rara. Maldito! Pra que ligar? Respira! Não chore! Bem, eu estou bem. Água. Esfriar a cabeça. Esfriar a pele. Esfriar esse amor. Esfriar. Não, menina. Não chore! Saia. Suas amigas estão te esperando. Tonta. Não fale, não pergunte. Eu não sei! Olhar vago. Pensamento vago. Dor. Vontade de chorar. Sensação de merda. Coração de merda. Pra que coração? Merda! Chocolate. Chocolate. Terminarei obesa. Foda-se! Chocolate. Chocolate. Amigas. Sorrisos. Lágrimas disfarçadas. Um lixo. Sob controle. Pele menos avermelhada. Rosto menos quente. Frio. Casa. Computador. "Deus me livre e guarde de você!" 

"Um anjo do céu..."


"...Que trouxe pra mim
É a mais bonita, a joia perfeita 
Que é pra eu cuidar 
Que é pra eu amar
(Armandinho)
 
Ah, a música! Esse bem divino, "a joia perfeita" da humanidade,  que é para nós cuidarmos, que é para nós usarmos, que é para notarmos toda a grandeza de suas palavras e o que elas querem nos fazer sentir a cada verso. Todas são as mais bonitas, cada uma com sua melodia, cada uma com seu sentimento, toda música tem sua hora. Desde  um  "Engenheiros do Hawaí" que na minha opinião é para ser ouvido a todo momento, até um "Michel Teló" com "Tudo que eu quero ouvir: eu te amo e open bar". Quem não tem momentos que só quer isso mesmo? Um amor instantâneo e bebida liberada?  E "aquele pagodinho diferente"? Nossa, como é gostoso! 

Para mim é complicado demais falar pois eu absorvo minha energia da música. Com um fone na orelha, melodia nos ouvidos, e a letra na boca eu posso ir até o inferno que estarei protegida. Aliás, eu também rogo a Deus por proteção através da música, bem no estilo "Rita Lee" com "Deus me acompanhe, Deus me ampare, Deus me levante, Deus me dê força". E como não criticar o "nós" atual com um pouco de "Dia do alívio" para os "Forfunáticos"?
Músicas de amor, de incompreensão, de tristeza. Música de paixão, sexo ou putaria. Música como "Cantinho" da nossa incrível Ana Carolina ou música como "Garotos" de Leoni. Música é música, de Nx Zero a Gonzaguinha. Música é arte de Planet Hemp a Agridoce. Música é Maria de Gadu a Rita. Música é Mamonas, Cassia Eller e Tim Maia. Música é vida mesmo na morte. A morte na música não faz acabar, faz eternizar. 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Ah, Ouro Preto!

 
Eu hoje só tenho a agradecer a Deus por permitir minha ida a Ouro Preto. Aprendi demais com o congresso, uma palestra melhor que a outra, um profissional mais empolgante que o outro. A cada palavra da Ursula Nogueira, eu sabia mais ainda o quanto eu quero saber sobre esportes. Quando eu ouvi a Mirele Carolina e a Cinthia Yumi, alunas da UNESP, contando-nos sobre a Rádio Universitária de lá, nossa, fiquei emocionada, de verdade. As revistas que ganhei feitas por alunos em sala de aula, alunos formandos já dando palestra... muita coisa incrível! Sabe aquela sensação de "É isso que eu quero!" ? Exatamente ela que eu sentia sempre que estava ali, assistindo, aplaudindo, babando. Sentimento de estar caminhando no caminho certo, sentimento de saber o que quer mesmo, sem exageros. 

E aquela cidade? O que é toda aquela beleza? O céu azul, sempre azul, muito azul. Tendo ao meu redor casas antigas preservadas, sentia-me no meio de um cenário de novela das 18h. Aquele sol gélido batendo em minha face fazia-me agradecer a Deus por estar em um lugar encantador por conta do clima, das pessoas, da beleza, da natureza. Com certeza, trago na bagagem, além de uma camisa, lembrancinhas, revistas, folhetos e tudo mais, o palpitar do coração por parte de mim: a Comunicação, o Jornalismo. 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Viva la putaría!

Se tem uma coisa que nos faz pensar no rumo de nossas vidas é sentar na janela do ônibus, sozinho, sem ninguém pra conversar (ou encher seu saco), e obviamente sem aqueles celulares tocando funk, forró, pagode, axé.. Até porque, nunca vi ninguém pensar em algo mais profundo, enquanto essas porras tocam, do que um "Toca pra mãe, filho da puta!". Mas enfim, voltando a profundidade da janela do ônibus... Eu sempre penso muito. Seja na música que toca no fone, seja na história do livro da vez, ou sobre minha vida e coisas alheias que a complementam. Pois é, hoje notei que tais pensamentos variam facilmente com o que está ocorrendo em minha vida naquele momento. Quando tomei meu último chute no traseiro, consegui montar um texto inteirinho dentro do ônibus. Eu analisei cada uma das pessoas, fitei-as com meu olhar mais horroroso que já existiu, pois com aquelas olheiras estava complicado ser de outro modo. E meu texto falava sobre coração. Óh!, mas quanto amor, e tanta palhaçadinha, não? É, um fora da pessoa que você ama pode ser mais devastador do que se imagina. Mas a tempestade passou, o que foi destruído está sendo reerguido e no ônibus eu sou só alegria. Ops, pequena correção: putaria*. Eu consegui pensar em brincadeiras, perguntas constrangedoras, e até meio que imaginei um gemido de uma pessoa. Diverti-me. Sorri com sinceridade a cada pensamento bizarro que surgia. E então, depois, eu cheguei à magnífica conclusão de que minha felicidade se traduz nas besteiras que eu falo. Quanto mais sério o assunto for, a ideia tiver, pior meu coração e eu estamos.

sábado, 23 de junho de 2012

"Eu me assustei ao me ver tão feliz"


 
Uma casa quase vazia, a não ser pelos gatos que circulavam por ela, e pela jovem internauta sentada no tapete da sala assistindo ao show de um projeto, Agridoce o nome dele. As luzes apagadas e as músicas calmas, diria até melancólicas, em alguns casos, davam um ar de calmaria àquele ambiente. O cobertor rosa e o travesseiro branco sugeriam uma delicadeza confortável, quente, com uma pitada de fofura. Fofo. Uma entrevista de Pitty Leone e Martin Menezes minutos atrás dizendo que o som novo é tudo, menos fofo. Seria um falso fofo. "Fofake" - como ela prefere chamar. O leve piscar de olhos da menina que assistia-a era algo fofo, encantado. "Feche os olhos quando eu for mostrar o meu mundo pra você que está sempre aqui." Ao piscar os olhos, recordava-se do seu mundo, pensava sobre o mundinho em que vivia. Quer jeito melhor de parar, pensar, e desejar chegar a seus "130 anos"? Uma casa calma, numa noite que os termômetros deviam estar marcando uns 21ºC e os pensamentos fervendo. "Eu sei que lá no fundo há tanta beleza no mundo." Eu, de fato, queria enxergar. Queria a beleza um rosto iluminado pelo seu computador, apenas. Queria a beleza de uma música fazendo-lhe flutuar. Queria a beleza das cores. Queria a beleza da delicadeza ao tocar um piano. Queria a beleza do sorriso de uma criança. "Por isso eu me entrego a um imediatismo cego, pronta pro mundo acabar."
 
A menina, eu, nós. Se o mundo acabasse hoje, estaríamos dançando, cantando, pensando. 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Tudo pra ser popstar.

Essa semana muito pensei sobre essas pessoas de merda que tem 200 seguidores no facebook, ou 15.000 e acha que são muita merda. Mas esquecendo um pouco o fato deles geralmente serem esnobes, idiotas, e cada um ser o centro do mundo, eu realmente pensei no que cada uma dessas pessoas fazem para ganhar 'curtir' e fazer com que as pessoas compartilhem. Gente, é coisa absurda. Vai de postar que é a favor da liberação da maconha sem nem ter saído das fraudas até ficar postando frases feitas, aquelas que no velho e bom orkut pertenciam aos perfis fakes, sabe? Então, vai de postar tais frases, onde incluiu "Tudo que consigo é com meu esforço" até "Deus é meu pastor e blablabla", até por foto nua, se preciso. Ou nu, pois homem também usa dessas baixarias. GENTE ESCROTA! Sem falar naquelas fotos patéticas e decadentes que vem escrito "Se você ama a Deus, compartilhe!", "Se sua mãe é a melhor mãe do mundo, compartilhe!". Na boa, se eu amo a Deus vou compartilhar amor entre os outros, vou fazer o que Ele pede, vou dar comida a crianças com fome. DEUS NÃO TEM FACEBOOK, DEUS NÃO GOSTA DE GENTE QUE USA O NOME DELE EM VÃO, MUITO MENOS PARA SE AUTOPROMOVER. E sua mãe... se você sair do facebook e for arrumar sua cama ela gostará mais. Enfim, eu queria saber qual é o lado bom de você montar um personagem, ou vários, pra um monte de gente mais idiota que você ficar aplaudindo. Juro que queria.

BRIGADA, DEUS!


 
Sabe, em meio a sorrisos, abraços, lágrimas, resmungos, gritos, saltos, corridas, euforias, alegrias, tristezas, desabafos, pedaladas e estresses eu esqueci de agradecer a quem manda e desmanda na minha vida. Deus. NÃO, NÃO É UM TEXTO MELOSO E HIPÓCRITA DE 'EU AMO JESUS' OU 'JESUS É MEU SALVADOR'. É apenas para agradecer. Mesmo que eu não siga suas leis, Ele só tem feito-me bem. Passei na universidade ano passado, conheci alguém especial e comecei a trabalhar, tudo junto. Fui feliz. Feliz demais! Uma hora acabou a alegria da pessoa especial, a faculdade não estava tão legal como eu imaginava. Mas aí, 'O Cara lá de cima' deu-me mais. Amigos de fé, amigos irmãos. Meu carnaval foi um lixo, mas o último dia eu enterrei o luto que estava em mim. E pisei em cima, PULEI, E PULEI MUITO. Dancei como nunca dancei naquele sábado de ressaca. EU SEI QUE É ERRADO ESTAR NO CARNAVAL, pelas leis de Deus. Mas sei que se me senti realmente bem naquela noite, solta, livre daquele sentimento que estava me corroendo por dentro, é porque Ele me ajudou. Além de amigos, deu-me minha maior alegria: CURSAR JORNALISMO. Aonde? Uff? Porra nenhuma! Ele sabia que lá eu não encontraria meu lugar, meu aconchego. Na Rural tem música, amigos, e muitos para amar. O que mais eu posso pedir-te, Deus? Aí eu consigo o quê? VIAJAAAAR! Destino: Ouro Preto, Intercom Sudeste 2012. 

Deus, eu só posso agradecer por cada detalhe colorido nessa minha vida que está saindo do branco e tomando formas. Obrigada por cada sorriso e por cada lágrima. São eles que dirão quem sou. Obrigada, e só. 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Trabalho de formiguinha. Em vão.

Nós, que trabalhamos em escola, todos os dias fazemos um trabalho de formiguinha com aquelas crianças, pregando paz, pregando paciência, amor e amizade. Mostrando o valor das coisas. Hoje mesmo numa atividade de montar frases eu montei a frase "O dinheiro não traz amor" , e quando uma aluna me mostrou a dela, "Não existe alegria sem conhecimento", novamente fui ao quadro, porque coisas boas devem ser divulgadas. Enfim, um trabalho de formiguinha mesmo, pra ver se ao final de cada semestre salvamos uma ou duas crianças. Aí vem os pais e cagam com tudo. Acabo de ver no telejornal que a mãe deu a lâmina para a filha cortar o rosto da colega de classe, por mero ciúme. EM QUE MUNDO ESTAMOS QUE UMA MÃE DÁ UMA LÂMINA PRA FILHA FERIR UMA OUTRA MENINA? A criança fica cerca de 4h na escola, e o resto em casa, na rua, com pais, tios, amigos, vizinhos. Se A MÃE APOIA UM CRIME DESSE, como o professor vai por juízo nessa cabeça? DD:

sábado, 9 de junho de 2012

Ônibus em chamas.

 
Estrelando: Dani Go go boy;
Emília terrível;
O menino que tem cu;
Menino 'hahahaha';
e Tarada da MPB. 
Cenário: 398, parador. 
Os bancos daquele ônibus, que todos os dias faz várias vezes o caminho "Campo Grande x Tiradentes", confidenciaram-me coisas que não se ouve todos os dias. Uma boneca que vê filmes impróprios para menores de 18, um Go go boy sedutor que imita os professores na hora 'h', uma tarada que transaria com Cassia Eller e Ana Carolina, um menino que quase falou mais do que a boca, mas lembrou que gato escaldado tem medo de água fria, e um caladão, que só ria de todo aquele assunto bizarro por demais para um ônibus em plena quinta. Eles, os bancos, riram durante a situação, e depois, e até na hora do cochilo da madrugada. "Uma mulher falando de britadeira, a outra mandou o go go boy por pra foto. Aliás, lembro-me de ouvir alguém o chamando de rato de academia. Ah se eu tivesse olhos." Achei esse assento um tanto quanto assanhado, mas se for verdade que até os que estavam em volta pareciam soltar leves risinhos, ele deve ter tido razão. "E quando um falou que conhece gente que se aproveita de bêbados? Foi um estardalhaço só, mas logo trocou de assunto, ao ser ameaçado pela tarada, que aliás, tem uma amiga taradooona!", disse um outro assento, como que conversando com seu amigo de todas as viagens, fazendo-o soltar leves sorrisos de canto de boca. Só não me disse nada sobre o menino das risadas, acho que ele estava meio que nem o professor de gramática deles, e preferiu não falar nada. Ou não. 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

"Eu vou pro baile... de calcinha"


Sair com uma roupa mais justa, um pouco mais curta, ou meio transparente, ok. Desde que seja um pouquinho de cada, ou apenas uma das coisas. Agora, puta que pariu!, você sair de sua humilde residência para ir para um Baile Funk (eca), de calcinha (perdão, mas se seu short é colado no corpo e deixa metade de sua bunda de fora, é calcinha), com um blusa que tem muito mais buracos que do que pano,  e que nem o sutiã tampa, e ainda posar pra foto com cara de "sou piranha, me coma!" é querer dar demais. Agora a pergunta que não quer calar: PARA QUÊ? É para se sentir desejada? Pra ganhar uma transa rápida? Para que as outras mulheres no recinto sintam inveja? 

Sinceramente, nenhum homem que se preze desejará alguém seminua em um lugar que transmite AIDS pelo ar. Uma transa rápida, nesse tipo de ambiente, significa morte rápida. E, ao menos eu, não teria inveja de uma prostituta que perdeu sua esquina para uma melhor e está agora tendo que trabalhar que nem a "filha da Lúcia".
Então, meu Deus do céu!, fico indignada com essas garotas. Vá por um short com mais de 10cm, uma blusa que pareça uma blusa, uma maquiagem menos vulgar. Visite locais com menos doenças, queira despertar tesão pelo seu todo, e não pelo seu CORPO todo. Acorda menina, tira essa roupa de dormir e vai à luta. Com roupa, por obséquio. 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Primeiro amor II - Evite maquiagem, dá espinha.


"Quando você, enfim, cresce, deseja voltar aos seus dez, onze, doze anos. Deseja aquele primeiro amor, puro." 
Aquele primeiro amor que do dia para a noite você esqueceu e que depois de anos a sua melhor amiga usará para te envergonhar. Aquele primeiro amor que com o passar dos anos, você nem falará com ele. Raramente o verá. Por isso, eu gostaria de poder dizer a todas essas meninas aproveitarem essa época que elas não fazem sobrancelha, pintam o cabelo ou andam de vestido e salto alto. Porque nessa época, se algum menino se apaixonar por você, será tão puro quanto. Não será porque tem um rostinho bonito, ou tem dinheiro. Não será para conhecer, pegar e largar. Será eterno. Até encantar-se com a próxima jovem de cabelos compridos. O mesmo ocorrerá com as meninas. Homens e mulheres são iguais, só demonstram o que sentem de modo diferente. Tanto homens quanto mulheres nunca deveriam desejar crescer, e sim, ter a síndrome de Peter Pan. Peter Pan que foi inteligente. E no fundo, bem no fundo, todo adulto, que tenha passado por mais do que uma carta não entregue, concorda comigo. E hoje, eu queria dizer isso para minhas alunas. Não só as do Reforço, mas todas as meninas apaixonadas pela primeira vez da escola. "Queira apaixonar-se sempre pela primeira vez. Evite maquiagem, dá espinha. Não reclame de sua vida, quando fizer 18, essa aí se tornará ótima." 


Velhas besteiras


    Coisa antiga, cerca de um ano. Mais besteiras. 22/07

Eu queria não ter coração, não ter sentimentos, não dar mais perdão. // Eu queria eu mesma me bastar, não precisar de outro pra poder me alegrar. // Eu queria me importar com ninguém, ficar muito tempo sem pensar em alguém. // Eu queria que algo desse certo na minha vida, queria ser sua preferida, queria ser sua preferida. // Eu queria que me ligasse de madrugada, que preferisse minha voz à musica da balada. // Eu queria ser amada por você, lembrada por você e seu coração ter. // Mas isso está difícil, Deus, me ajuda por favor. Cansei de chorar, agora te peço só amor. 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A carreira dos sonhos


"Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte." (Gabriel García Márquez) 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Everydays

 
"E cada casal que passa por mim, eu lembro de você. E penso como seria bom se você pudesse estar aqui . Queria sentir todo o seu carinho todos os dias , estar com você todos os dias." (Beatriz Faria)

domingo, 6 de maio de 2012

Aniversários (agora) quaisquer


Há dois anos atrás hoje eu estaria pulando que nem pipoca, super feliz, entregando cartas, depoimentos, desejando alegrias, desejando estar perto de dois amigos meus aniversariantes nesse dia. Mas os dois anos já se foram, e hoje eu faço questão de esquecer um, e o outro (na verdade "outra") eu vou desejar um parabéns, apenas para não passar em branco. 
Há dois anos eu atrás eu achava que seria para sempre, há dois anos atrás eu queria que fosse para sempre, há dois anos atrás eu fazia até o impossível para que fosse para sempre. Porém, hoje eu apenas não desejo o mal. O "para sempre" eu entendi que não é para sempre, sempre. 
Há um mês, eu tentei uma última vez. E fui renegada, posta de lado ... fizeram pouco de mim. E se tem uma coisa que aprendi bem nesses dezoito verões, é que não se pode ter tudo, correr atrás não adianta nada quando o que você quer não é para ser seu. Desistir, na maioria das vezes, é um ato de extrema coragem. Desistir, às vezes, é o melhor a se fazer. Desistir ... desistir ... EU DESISTI! 
Tudo de melhor para vocês, aniversariantes. Feliz duas décadas de vida para os dois, mesmo que longe de mim, mesmo não sendo como há dois anos atrás. 

domingo, 29 de abril de 2012

Primeiro amor I - Nem tudo é salto alto.


Trabalho em uma escola e todos os dias vejo meninas dizendo que estão apaixonadas. Dez, onze anos, desenhando corações, cantarolando músicas românticas, escrevendo declarações de amor que provavelmente nunca serão lidas. Tendo seu primeiro amor. Claro, eu não gastaria meu tempo para falar daquelas meninas que estão grávidas com essa idade, pelo menos não nesse contexto, e sim como um protesto, talvez. Voltando aqui. Tendo seu primeiro amor. Eu mesma tive alguns primeiros amores. Pobre coração. (rs) Eu escrevia cartas para meninos que eles nunca leriam. Na maioria das vezes, minha mãe as achava antes mesmo de eu cogitar fazer algo com aquilo. Eram palavras, provavelmente com alguns erros de português (Quem com dez anos escreve impecavelmente certo? Sim, dez. Sempre fui meio precoce), mas que estavam cheias de sentimentos, escritas pela alma. Um amor inocente, sem beijo, sem abraços, um amor que faz de tudo para apenas estar por perto, e que quando está por perto, faz tudo errado. Uma vergonha atrás da outra, um mico mais engraçado. E a raiva daquela menina que ele dá confiança? E quando essa menina é uma amiga sua? Não tem como ter raiva, sua amiga não sabe o que você sente por ele. Só quem sabe é você e seus escritos. Esses escritos guardam a melhor fase da nossa vida, e o pior que quando passamos por ela, não sabemos disso. Nós, meninas, desejamos sempre crescer, ter seios maiores, bumbum maior, cabelo pintado e usar salto fino. Aí você cresce e descobre que quando se é grande a vida não é tão legal assim. Se você tiver seios fartos, não terá bumbum. Se tiver um bumbum razoável, não terá seios. Se, por um milagre, você tiver os dois, uma outra parte muito importante em você com certeza foi tirada e ter os dois é um 'prêmio de consolação', e se você não tiver os dois, saiba que isso acontece com a maioria. Quando você cresce, aprende que amor não dói de verdade. Você fica sem dormir por dias, quiçá, meses. Você chora por tudo, até se uma amiga sua diz que começou a namorar. Quando você, enfim, cresce, deseja voltar aos seus dez, onze, doze anos. Deseja aquele primeiro amor, puro.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

It would never have been a hole.

"Quando você para e percebe que o passado já passou e que agora não existe mais nada que remeta a ele. Quando você percebe que o passado fez questão de apagar você da memória. O momento em que você nota que tudo o que aconteceu foi simplesmente nada e nem lembra-se porque ainda recorda-se do tal número de celular." - Sábado, dia 14.
É, agora que estou excluída, agora que eliminou-me de sua vida, eu tenho mesmo que seguir em frente. É estranho, eu estava tão bem outro dia... E agora estou tentando reconstruir-me novamente. Estranho, estranho demais. Como se um novo buraco fosse criado, ou como se o buraco que antes era enorme, tivesse sido disfarçado com folhas, folhas trazidas, de longe, pela brisa do mundo real. Entretanto, quando alguém veio e pisou em cima, o buraco mostrou-se lá. Um tanto quanto menor, pois ainda tem as folhas que diminuem sua profundidade. Porém, não deixou de ser uma cavidade. O mesmo buraco, parecendo um novo buraco, querendo nunca ter sido um buraco. Não existe nada mais triste que um buraco.  
  

domingo, 8 de abril de 2012

Bater, xingar e assoprar.


Eu lembro dos nossos pegas com um sorrisos no rosto, era algo tão... natural. Não tinha compromisso, não tinha sentimento. Aliás, tinha sentimento, era bom, não era nada muito forte, era só amizade. Era tesão, mesmo, na mais pura definição da palavra, se é que existe pureza nela. Era tão... fofo.
Com a Renata é diferente, é sentimento mesmo, que nem chegou a ser um pequeno tempo com o outro, que nem foi com o V, eu acho. Não sei se V chegou a ser tão grande quanto o outro, não sei mesmo, mas vamos supor que sim. Com a Renata é algo mais, a pegação é complemento. Tem toda aquela magia de segurar na mão, apresentar para as pessoas, e olhar bem nu fundo dos olhos. Comigo era bater, xingar e assoprar.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Uma flor presa na porta

Deve ter um motivo para tudo em minha vida acontecer sempre tão rápido. Aprendi a ler e escrever rápido, com 3 anos. Entrei na primeira série rápido, com 5 anos. Entrei no Ensino Médio rápido, com 13 anos. Apaixonei-me perdida e enlouquecidamente rápido, com 14 anos. Sofri todas as vezes rápido, sempre com menos de seis meses. Cresci rápido, antes de atingir a maior idade. Deve ter um motivo para tanta rapidez. Deve ter uma casinha, que fosse necessário atravessar espinhos e cascas de bananas para chegar até ela, aguardando-me com um sorriso expresso na janela e uma flor presa na porta. Deve ter um jardim verde com um labrador com olhar bobão correndo em minha direção. Deve ter uma boca dando língua e uma bochecha com covinhas. Deve ter um motivo. Deve ter um belo motivo.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Chorar por quem?


 
(*Flashback*)


- Sobe Pedro! Estou terminando de me arrumar.
- Ai caralho, nao adianta cara, você é feia de qualquer jeito.
- Nossa, muito engraçado.
- Boa noite, boa noite. - disse o jovem aos pais da menina. 

Ela terminou de se arrumar, de passar suas camadas de rímel, e foram a caminho da casa da Hagata, encontrá-la. No caminho, a menina tentava ligar para Victor, ele estava atrasado, e não dava nenhum sinal de vida. A Hagata terminou de embelezar-se e nada dele. Celular tocou. Era a mãe dela.
- Sua cabeça de vento, você esqueceu seu ingresso de novo. Toda vez agora é isso?
- Putz, obrigada mãe. Estou na Hagata, vou aí buscar.  

Conseguiu falar com o Victor. Disse que  chegaria de carro. E mais meia hora se passaram e nada. Pedro e Hagata um tanto quanto impacientes, queriam beber e estavam ali, esperando o pseudo macho dela. Estava triste, um pouco desesperada. Queria o Victor ali, esperaria ali por ele o tempo que fosse. Mas seus amigos não, eles estavam querendo ir. Victor ligou, disse que quem o traria dormiu, e não tinha como vir. Pensaram em algumas alternativas, mas sua culpa perante as duas pessoas a uns três metros de distância dela aumentava. Ela queria chorar, mas por que choraria? Por quem? Não, calma, respira.

(*Fim do flashback*)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Nove anos sem esfirras.

E quando eu paro e lembro que estou no mês de abril, no meu mês eu fico feliz. Em seguida, coisa de milésimos de segundos, lembro que foi o mês de sua despedida, lembro de sua alegria e do quanto você fez minha infância feliz. Lembro de todo o tempo que ficou tão distante, e de como você poderia ter reerguido sua vida. Hoje chamo-te de babaca, mas um babaca que estará em minha memória até o fim dos meus dias. Eu te amava, L. Eu te amo. Eu sinto falta de você me chamando de 'sem geladeira' quando eu batia com brutalidade a porta do carro. Eu sinto falta das esfirras. Eu sinto falta de como você fez parte da minha felicidade por anos. E depois de nove anos, sentindo esse vazio todos os anos perto do meu aniversário, eu tenho a certeza de que estará para sempre em mim. Em mente e em coração. 

domingo, 1 de abril de 2012

Uma noite de janeiro

Em uma noite dessas o frio fez-me por inteira
Seu abraço me faz falta.
O aconchego das suas mãos
trazem solidão.
O calor dos seus olhares, 
tão distante, deixa-me com frio.


(em trinta e um de janeiro)

sábado, 31 de março de 2012

Musicando sobre ser herói.


Super Homem do Avesso 


Eu sou um jornalista disfarçado de herói O crime me combate e acredite não dói  Mas eu tenho o super poder  De cantar pra você.
Queria não ter que voar pra você me notar  Queria ter poderes que ninguém nunca terá Poder voltar no tempo e fazer um novo começo  Mas eu sou o Super Homem do Avesso.
Com minha visão de raio-x só vejo o que não quero  Eu tenho super-paciência e não me desespero  E a minha fraqueza sempre foi e sempre vai ser A distância de você.
Queria não ter que voar pra você me notar  Queria ter poderes que ninguém nunca terá  Poder voltar no tempo e fazer um novo começo  Mas eu sou o Super Homem do Avesso.




(Filipe Botelho - http://youtu.be/L1ZjoAr1e3M)

terça-feira, 20 de março de 2012

Try again.


(*Flashback*)

- Eu não quero te dividir com ninguém, eu gosto de você e sinto ciúmes de você, - a menina o olhava com um olhar bobo, sorria com um sorriso bobo, respirava de um jeito bobo - mas eu não posso assumir nenhum compromisso com você, não agora. - O olhar bobo transformou-se em olhar de dúvida, um olhar confuso, um sorriso de canto de boca, uma respiração mais lenta, seu coração deve ter até parado por uns instantes.
- Por quê? - perguntou a menina pobre de alma, pobre de carinho, e agora com pobreza até no tom de sua voz, que já não era a mesma que cantava as músicas da banda Roupa Nova minutos atrás.
O rapaz de cabelos longos e olhos claros explicou uma história que para muitos que a ouvissem pareceria inexplicável, sem cabimento nenhum, uma simples e pura sacanagem com o sentimento alheio. Entretanto, a menina pobre de carinho não tinha nada a perder. O que ela tinha naquele momento? Um quase namorado, uma faculdade maravilhosa com diversos pseudo amigos, e uma família que apontava todos os erros da mesma, mas nunca se propunha a ajudá-la. Um 'não-relacionamento sério' mas ainda assim uma espécie de relacionamento pareceu-lhe melhor do que nada. "Nada" ela já tivera toda a sua vida. Queria arriscar, precisava arriscar. 
- Por mim tudo bem, nós esperamos ela vir, ficamos esse tempo longe, e assim temos tempo para decidir se é realmente isso o que queremos. Eu não tenho nada a perder. Eu posso chorar hoje, por antecipação, ou posso esperar, vivendo do melhor jeito possível até lá, e depois sim, talvez, chorar.
Cerca de 3h da manhã e o dia estava apenas começando para aqueles dois. Seria um longo sábado, com muitos beijos, abraços infinitos, tesão quase que impossível de controlar. E no fim, eles teriam realmente gostado daquele sábado cheio de sorrisos e respirações ofegantes.

(*Fim do flashback*)

He know my name.


Um sorriso. Um segurar em sua mão. Uma voz doce cantando. Seus pés descalços. Seu jeito 'toco o caralho'. Seu olhar alegre. Uns dedos tocando guitarra. Uma história engraçada do passado. Você. 
Encantou-me no primeiro dia de aula, durante uma social entre calouros e veteranos. Foram os cinco minutos mais fofulindos que já vivi num ambiente como aquele. Encontros em corredores. Carona de dois minutos. Kinder ovo a R$1. Parece não estar aí para tudo, e realmente não está. Chega, procura a sala, não acha, vai pra casa. Vejo tão pouco, sei tão pouco. E ele menos ainda de mim. Mas sabe meu nome. "Jennifer, po." Sabe quem sou. Talvez não com a mesma curiosidade e fome quanto eu tenho dele. Mas eu existo para ele, e isso é muito bom. Foda. Brabo. Meu. Ao menos nos meus sonhos e momentos fantasiosos.

domingo, 11 de março de 2012

Duas semanas

E parece que já tem tempos. Incrível que durante dois meses todos os dias era como se fosse o dia seguinte. Eu sentia-o em mim. Eu respirava-o. Vivia-o. Agora sinto como se ele tivesse de fato morto. Completamente ocupada, mal tenho tempo de respirar, quanto mais de pensar e querer bem a quem só fez defecar para mim. Morreu. Isso é um fato tão fato que eu não consigo nem falar sobre isso. Atualmente, eu só sinto-me leve, como se um capítulo da minha vida tivesse acabado, e um novo tivesse sendo escrito desde o dia que a Tayná me adicionou no grupo do meu novo curso na faculdade. O meio desse tempo foi essa boba aqui relendo o capítulo anterior e imaginando o que seria escrito no posterior. Que venham novas páginas desse novo capítulo tão esperado. Desse capítulo que acabou de ser iniciado quero beber até a última gota.

Um paz sem igual.

Todos aqueles animaisinhos, aquele verde e aqueles corações bons fazem daquele ambiente um ambiente perfeito para acalmar a alma, para respirar bem fundo e sentir a presença do bem, a presença de Deus. Um lugar tão bom que dava pra sentir o bem tocar-te. Saber que ainda existem humanos com o coração no lugar certo, humanos que importam-se com seu próximo, mesmo que esse próximo ande de quatro e abane o rabinho. Emocionante, encantador, revigorante. Ao mesmo tempo uma sensação de incapacidade, de "não posso fazer nada por eles".  Às vezes dava um aperto no peito, uma vontade de chorar. Mas Deus é bom, Deus os protegem, como protegeu a minha gatinha fazendo com que desse tudo mais do que certo em sua operação. Deus protegerá os  de lá e os das outras pessoas que forem lá. Muito obrigada meu Deus. 

domingo, 4 de março de 2012

Sou só eu?

Será que só eu estou tão eufórica? Será que só eu estou louca de ansiedade para conhecer meus novos colegas de classe? Será que só eu já estou pensando no estágio? Completamente ansiosa. Cinco livros falando de imprensa, mídia, redes sociais. Eu nem tive uma aula e já me sinto tão estudante... Será que sou só eu? Amanhã chegarei naquela lindeza que é a Rural (sim, eu estudo da Universidade mais bonita do Rio de Janeiro) perto dos três tigres e falarei "Ohana nas alturas". Será que alguém ligará? Será que terá alguém pra olhar pra trás e me dizer "Legal professor da UNIRIO"? Espero que tenha, se não MEU DEUS DO CÉU, morrerei de vergonha. Eu nunca os vi e já sinto-me tão.. em casa. Estou doida pra dançar loucamente com a Paula, bater no Leandro por conta da nossa QI Carol, ver a Gabrielli em uma festa e indo pra casa às 6h da manhã (que aí o 'lugar perigoso' que ela mora já está claro), conhecer a pessoa que fez Ensino Médio comigo, mora no meu bairro e nunca conheci (Jéssica). Quero ver o curioso (Ohana) de cabeça raspada, conhecer o lado "santa" da Andressa e conversar com esses e todos os outros no Luau no Lago da IA no dia 13.  E claro, voltar a conversar e voltar para minha residência com Tayná Serur Pacheco. Ela nem sabe quanta falta ela fez... 

Enfim, estou com o coração na mão e o cu.. bom, o meu continua no mesmo lugar. Doida para que chegue amanhã. Doida pra receber trotes, fazer trabalhos, ir a festas. Um novo semestre, um novo curso, com nova rotina. Um recomeço que já é muito esperado.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Emoção maior... não há.

Emocionante. Isso é a única coisa que posso dizer sobre essa experiência incrível de chamada pra faculdade. Você ir sem a menor garantia de que é seu, você ir confiando no desleixo dos outros, ir confiando em Deus, e só Nele. Escutar seu nome ser chamado depois de tanto esperar, depois de tanto guardar uma aflição interior que só você sabe quão grande era deve ser uma alívio incrível, uma sensação de trabalho cumprido. Eu que nem passei por isso sinto meu coração bater muito mais rápido, minhas mãos tremem, as pernas tremem, tudo treme. Imagina quem está vivendo... Uma experiência inigualável!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Um pedido ao Chaves.

 
Você sente uma lágrima escorrer e já nem tenta secá-la. Ela é única. Como se fosse a última a se aventurar descendo rosto abaixo. As sucessoras surgirão, mas não seguirão de perto. Ficarão paradas, e sumirão. Então, você deixa essa, que é a última, escorrer, correr, chegar o mais longe que ela pode. Você quer ver até onde vai sua decepção, seu amar sozinho, sua tristeza. E quando a tal da lágrima parar, eu saberei quanto tempo mais eu vou sofrer por um amor que só existiu para o meu calejado coração.  Esse burro e calejado coração. Dá zero pra ele, Chaves. Dá uma chance pra ele, Deus. 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Tira, vai.


(*Flashback*)


Aquele quartinho que um dia seria um casa ela já havia conhecido antes. Aquela bateria do primo dele também era uma conhecida. O chão então. Ali eles tinham tido a primeira conversa constrangedora. "Eu poderia ter ficado com sua amiga, mas não fiquei porque eu queria ficar com você de novo, e se eu ficasse com ela não teria chance com você de novo." Ela estava um tanto quanto sem graça para o segundo dia que o via, então para descontrair falou "Deu mole, a gente faz parceria. Poderia ter ficado com ela."
Agora, quase um mês depois, estava entrando ali de novo.

- Tira essa calça, odeio calça, não tem onde pegar, é pano. Não te sinto, só sinto pano.
- Que tira a calça, está louco?
- Tira, por favor.
- Está louco? rs
- Se não tirar eu tiro.
- Tira? Duvido?
- Ah é?

Uma terrível batalha começou. De um lado, ele, o menino sedento por vê-la sem aquele "monte de pano". O menino que foi desafiado, e que agora era questão de honra retirar aquela roupa daquele corpo. De outro lado, a menina que deveria estar brava, e ao invés disso, estava divertindo-se como nunca antes. Outros meninos já tentaram tirar sua calça, mas nunca nenhum deles resistiu a tantos chutes, pontapés e mordidas. Ela sabia que perderia aquela batalha, mas deixaria belas marcas no corpo do menino encantador de cabelos longos que, naquele momento, parecia um louco.
- Nunca esforcei-me tanto para tirar a calça de uma menina. - ela até achou engraçado, mas não queria dar o braço a torcer tanto.
- Pronto, satisfeito? Posso por de volta?
- Calma, não tentarei nada. Só quero.. te sentir - dizia ele passando a mão e o olhar, sincronizadamente, pela perna da pessoa em questão.



(*Fim do flashback*)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

I came back, and now is to stay.

Uma marcação num comentário mudou todo o rumo da minha vida nesse início de ano. Um sorriso involuntário brotou em meus lábios e, juntamente com ele, uma lágrima brotou em meus olhos castanhos. Um sensação tão inesperada, talvez por ter sido esperada por tanto tempo, que eu não consegui nem prestar atenção no que estava na minha cara, e confundi um post de blog com um vídeo. Agora eu sei que quem espera sempre alcança. Agora sei que amor é amor, não importa pelo quê. Pode ser por seu amigo, pela sua mochila, seu cabelo ou por uma história, sua web favorita. Tudo acaba, isso é certo. Mas quando acaba do nada, com um "depois continuo", fica aquele sentimento de falta, sentimento de 'quero mais, preciso de mais'. Mas um dia volta, isso é certo. O meu motivo para sorrir voltou. O que ler, o que esperar para ler, está de volta em minha vida. Agora tenho com o que emocionar-me novamente. Graças a Deus, Perigosa Amizade voltou.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Acabou o amor?

 
E lembro-me perfeitamente bem das suas palavras, e da minha reação. Aliás, que reação? Era como se nada tivesse acontecido, era como se a "ficha não tivesse caído". Eu não disse nada, não questionei nada, me fiz de forte, e para não falar dele, eu desviava a atenção das pessoas a minha volta. Dizia calmamente que desisti, que acabou, que foi bom enquanto durou. Mas a calma só mostrava o quanto ainda viria pela frente.

Angústia, impaciência. Por que você não me liga? Por que não dá notícias? Eu sabia a resposta, mas a angústia falava mais alto. Até que liguei, ouvi o que eu não queria, tive constatações que eu não pretendia ter. A ficha havia caído, e com seu tombo veio minha dor. Lágrimas de raiva, lágrimas de tristeza disfarçadas de raiva, lágrimas de tristeza que por um momento, curto talvez, representaram raiva. Raiva de mim, raiva de ser tão inútil, tão imprestável. Não serve nem para ser amada, que lixo você é.

Porém, toda raiva, dor, angústia, continua a trazer mais e mais sentimentos ruins. Sentimentos que podem destruir-lhe em minutos. Então, recorri a Força Divina. Deus. Só Ele podia livrar-me daquilo. Pedi pra esquecê-lo, para por outra pessoa em minha vida. Que ele não foi o primeiro e nem será o último, e que eu tenho que entender isso. Pedi a ajuda de Deus.

E logo após isso, melhorei da raiva, mas em compensação senti um sentimento estranho, depressivo, eu pensava nele 24h por dia e nem raiva dele eu sentia. Por quê? Eu não sentia mais raiva de mim, em de ninguém. Desistir não é uma opção. É ele que me fará feliz, um dia. Eu espero que ele me procure, eu preciso que ele me procure. Mas e se ele não procurar? Passarei mais quanto tempo com esse vazio no peito? Não, nem pensarei nisso, ele virá.
Até que dias depois eu já estava tranquila. Se ele me procurar, bem. Se não, uma hora isso passa. A ferida continuava aberta, mas eu sabia que toda e qualquer ferida cicatriza. Umas levam um tempo maior, outra a perda de parte de nós, mas todas são curáveis. Com o tempo, outras feridas surgirão, e elas também irão sarar. Então por que motivo eu estava me desesperando? Aprendi a esperar, aprendi a aceitar. 
______________________________ 

*Amigo meu: Larguei de mão, se for pra ser, será. Se não, depois passa.

Eu: Ué, acabou o amor?

Amigo meu: Não, cara. Mas estou no quinto estágio do luto. Aceitação.* 

Curiosa, fui pesquisar sobre, e conheci os cinco estágios: Negação, Raiva, Barganha, Depressão e Aceitação. Nesse momento eu entendi o que houve comigo, ou simplesmente preferi usar de minha doce e inigualável psicologia para entender-me melhor e dar algum sentido à minha vida. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sentimentalismo sem valor.

Mas que cu, véi! Eu estava forte, pensando menos em você, querendo cada vez menos você, sentindo você cicatrizando em mim. Hipocritamente, eu até dizia não te querer mais, dizia que você morreu, e que desisti de você. Até que o meu celular toca às 7:04am, e eu vejo aquele número conhecido, aquele número que me ligou diariamente por 6 meses. Foi ali que toda a minha força esvaiu-se. Ao ouvir sua voz eu desejei você, sua boca, seu cheiro, seu olhar. E se não bastasse todo esse tormento carnal, sexual, o que eu mais desejei foi seu coração, seus pensamentos, seu sorriso. Notei que desistir de você não faz parte do meu verdadeiro eu, faz parte de um desejo interno. Eu gostaria de ter desistido e seguido em frente. Entretanto, para mim nada mudou. Para mim, está tudo como na noite anterior ao natal, você comigo e apenas comigo. Sua voz é assim, como cachaça, entorpece-me, deixa-me tonta, faz-me rir a toa, faz o que há de sincero em mim transparecer, deixa-me vulnerável. Com tudo isso, começo a mirabolar as coisas, a criar expectativas.

“Eu a entendo, eu também teria ciúmes, até porque ela sabe o quanto eu gosto de você e o quanto você gosta de mim.” Parece que quem está ao seu lado sou eu, parece que ela é quem gosta de você e não te tem, parece que eu sou a sortuda. E mesmo eu sabendo que nada disso é verídico, eu ainda assim crio fantasmas em minha cabeça, fantasmas que eu não sei dizer se são do bem, ou do mal. Fantasma do sentimento, da saudade, da falta, da dúvida.

Ao final da ligação, eu era outra. Fui, tomei um banho, coloquei uma música calma, que eu cantei alegremente, gritando. Roupa limpa, cabelos bem penteados, lápis preto no olho para esconder as olheiras. Feliz, leve. Feliz por ele ter me ligado, leve por ouvir sua voz, por ouvir de novo um “Fica com Deus!”. 

Ao conversar com meu melhor amigo, o choque de realidade: “Ele não gosta de você, se ela não fosse embora, ele ficaria com ela. […] Ele está querendo alguém para continuar comendo.” E todas as esperanças? E aquela voz de novo, aquela doce voz que ouvi por seis meses? E aquela ligação de 1h58? Eu estou me iludindo, mais uma vez? Por que eu permito a mim mesma fazer papel de palhaça de novo? Por que eu quero você e ninguém mais? Por que todas as tentativas de achar-te em outra pessoa resultou em algo vazio, algo improdutivo, uma coisa sem mais nem menos? 

Eu quero ser feliz, e parece-me que ainda demorará para isso acontecer. Eu quero você, só você, e cada tentativa frustrada eu entendo isso melhor, eu convenço-me que eu te amo, e te amo puramente, sinceramente, cegamente até. Ser feliz, por enquanto, seria com você. Mas como serei feliz assim, com tanta coisa martelando em minha mente? Com tanta coisa transbordando do meu coração? Espero que um dia, não muito distante, isso se resolva. Que Deus diga-me um caminho para seguir, que Deus mostre-me o que fazer. Que Deus permita-me ser feliz, ao menos uma vez, com alguém que goste de todos os meus defeitos.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Esquecer, esquecer. Já esqueci.

 
E com o passar das horas, minha vontade de você vai diminuindo, vou me acostumando a sua ausência, acostumando a não ter sua voz em meus ouvidos. Entretanto, tem momentos de tristeza aguda, dor inquietante, em que eu pego o celular e desejo ligar, desejo ir atrás, desejo você. Em alguns instantes, eu só quero teu abraço, tua proteção, teu olhar. Por alguns minutos eu só queria ter-te de novo em meus braços, de novo em mim. E quando estou a ponto de deixar isso de lado, e ir atrás de ti, tem sempre alguém que diz: esquece, esquece, não faz isso. Aí eu respiro fundo, como se eu tivesse em meio a um afogamento, e esteja tentando puxar o máximo que conseguir de ar, e aí volto a mim, volto a lembrar de suas palavras, e do tempo que você não aperta a botão verdinho do seu celular ao ver meu nome na agenda telefônica, e esqueço. Ou talvez eu finjo, para mim mesma, que esqueci. Assim, talvez, eu possa seguir em frente.
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